CNA propõe R$ 623 bilhões para o Plano Safra 26/27
Foco em seguro rural e juros menores marca o pedido recorde da entidade.
29/04/2026
FOTO: Eliel Oliveira
Por Eliel Oliveira:
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) formalizou nesta semana o seu caderno de propostas para o Plano Safra 2026/2027, elevando a barra das expectativas para o próximo ciclo produtivo. Em um documento robusto entregue ao Governo Federal, a entidade solicita um volume recorde de R$ 623 bilhões em recursos totais, um montante que reflete a necessidade de modernização e proteção diante das incertezas climáticas.
Os Pilares do Pedido
A estratégia da CNA para a próxima safra foca na resiliência do produtor. As prioridades são claras:
Seguro Rural como Prioridade: A entidade defende um aporte robusto para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O objetivo é garantir que o produtor tenha proteção contra quebras de safra, evitando que eventos climáticos extremos se transformem em crises financeiras sistêmicas.
Custo de Capital: Com as margens de lucro apertadas, a CNA propõe uma redução agressiva nas taxas de juros, especialmente para pequenos e médios produtores, visando tornar o crédito oficial mais atrativo que o mercado livre.
Investimento e Sustentabilidade: Parte dos recursos deve ser destinada à modernização de frotas, infraestrutura de armazenagem e tecnologias de baixo carbono.
O Desafio Fiscal
O pedido de R$ 623 bilhões chega em um momento de debate intenso sobre as contas públicas. No entanto, a CNA argumenta que o valor não é apenas um "gasto", mas o combustível necessário para manter o Brasil na liderança das exportações mundiais e garantir a estabilidade dos preços dos alimentos no mercado interno.
O Que Vem Pela Frente?
Agora, a proposta entra na fase de negociação entre os Ministérios da Agricultura e da Fazenda. A articulação política será fundamental para definir quanto desse montante será, de fato, equalizado pelo Tesouro Nacional. Para o setor, o volume de recursos e a tempestividade na liberação do crédito serão os divisores de águas para o desempenho do agro no biênio 26/27.
Por Eliel Oliveira:
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) formalizou nesta semana o seu caderno de propostas para o Plano Safra 2026/2027, elevando a barra das expectativas para o próximo ciclo produtivo. Em um documento robusto entregue ao Governo Federal, a entidade solicita um volume recorde de R$ 623 bilhões em recursos totais, um montante que reflete a necessidade de modernização e proteção diante das incertezas climáticas.
Os Pilares do Pedido
A estratégia da CNA para a próxima safra foca na resiliência do produtor. As prioridades são claras:
Seguro Rural como Prioridade: A entidade defende um aporte robusto para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O objetivo é garantir que o produtor tenha proteção contra quebras de safra, evitando que eventos climáticos extremos se transformem em crises financeiras sistêmicas.
Custo de Capital: Com as margens de lucro apertadas, a CNA propõe uma redução agressiva nas taxas de juros, especialmente para pequenos e médios produtores, visando tornar o crédito oficial mais atrativo que o mercado livre.
Investimento e Sustentabilidade: Parte dos recursos deve ser destinada à modernização de frotas, infraestrutura de armazenagem e tecnologias de baixo carbono.
O Desafio Fiscal
O pedido de R$ 623 bilhões chega em um momento de debate intenso sobre as contas públicas. No entanto, a CNA argumenta que o valor não é apenas um "gasto", mas o combustível necessário para manter o Brasil na liderança das exportações mundiais e garantir a estabilidade dos preços dos alimentos no mercado interno.
O Que Vem Pela Frente?
Agora, a proposta entra na fase de negociação entre os Ministérios da Agricultura e da Fazenda. A articulação política será fundamental para definir quanto desse montante será, de fato, equalizado pelo Tesouro Nacional. Para o setor, o volume de recursos e a tempestividade na liberação do crédito serão os divisores de águas para o desempenho do agro no biênio 26/27.
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