Ministro da Fazenda defende socorro restrito a produtores rurais em atraso para evitar apagão de crédito no campo
22/05/2026
Imagem criada por inteligência artificial
Em entrevista à CNN Brasil, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou a postura da pasta em relação aos projetos de lei que tramitam no Congresso para a reestruturação das dívidas do agronegócio. O posicionamento do governo é de que qualquer medida de alívio financeiro seja direcionada cirurgicamente apenas aos produtores que já estão inadimplentes, descartando um perdão ou renegociação generalizada.
Aumento da inadimplência sob controle
Durigan apresentou números para justificar a estratégia da equipe econômica. Segundo o secretário:
Taxa de inadimplência atual: Subiu para 6% no setor agropecuário.
Média histórica: O índice costuma orbitar a faixa dos 2%.
Adimplência majoritária: Apesar do avanço nos atrasos, 94% dos contratos e operações de crédito rural continuam sendo pagos rigorosamente em dia.
O risco de uma proposta ampla
A grande preocupação da equipe econômica reside no texto que está em debate no Senado. Para o Ministério da Fazenda, incluir produtores adimplentes ou estabelecer tetos artificiais para as taxas de juros do crédito agrícola (como limites fixos de 10% ou 12%) pode gerar um efeito reverso perigoso.
A avaliação técnica indica que o encarecimento e a transferência desses custos para o sistema financeiro fariam com que os bancos restringissem drasticamente a oferta de novos financiamentos para as próximas safras, elevando os juros gerais para o setor.
Espaço para negociação e alternativas fiscais
O Ministério da Fazenda se mostrou aberto a construir uma alternativa de consenso com os parlamentares e representantes das bancadas do agro. A pasta aceita discutir mudanças operacionais — como ampliação de prazos e novos períodos de carência — desde que focadas em quem realmente precisa de socorro.
Questionado sobre a criação de um fundo garantidor para auxiliar produtores arrendatários (que enfrentam dificuldades para apresentar garantias reais de terra), Durigan admitiu que o tema está em pauta, mas ressaltou que a restrição orçamentária e o cenário fiscal do país impedem a adoção de uma medida desse tipo no curto prazo.
Aumento da inadimplência sob controle
Durigan apresentou números para justificar a estratégia da equipe econômica. Segundo o secretário:
Taxa de inadimplência atual: Subiu para 6% no setor agropecuário.
Média histórica: O índice costuma orbitar a faixa dos 2%.
Adimplência majoritária: Apesar do avanço nos atrasos, 94% dos contratos e operações de crédito rural continuam sendo pagos rigorosamente em dia.
O risco de uma proposta ampla
A grande preocupação da equipe econômica reside no texto que está em debate no Senado. Para o Ministério da Fazenda, incluir produtores adimplentes ou estabelecer tetos artificiais para as taxas de juros do crédito agrícola (como limites fixos de 10% ou 12%) pode gerar um efeito reverso perigoso.
A avaliação técnica indica que o encarecimento e a transferência desses custos para o sistema financeiro fariam com que os bancos restringissem drasticamente a oferta de novos financiamentos para as próximas safras, elevando os juros gerais para o setor.
Espaço para negociação e alternativas fiscais
O Ministério da Fazenda se mostrou aberto a construir uma alternativa de consenso com os parlamentares e representantes das bancadas do agro. A pasta aceita discutir mudanças operacionais — como ampliação de prazos e novos períodos de carência — desde que focadas em quem realmente precisa de socorro.
Questionado sobre a criação de um fundo garantidor para auxiliar produtores arrendatários (que enfrentam dificuldades para apresentar garantias reais de terra), Durigan admitiu que o tema está em pauta, mas ressaltou que a restrição orçamentária e o cenário fiscal do país impedem a adoção de uma medida desse tipo no curto prazo.
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