Mato Grosso do Sul projeta colher mais de 11 milhões de toneladas de milho, enquanto Mato Grosso aponta para safra recorde
06/08/2026
Foto Eliel Oliveira
Por Eliel Oliveira
A colheita da segunda safra de milho no ciclo 2025/2026 segue em ritmo constante nas principais regiões produtoras do país. Em Mato Grosso do Sul, as lavouras mantêm um alto potencial produtivo, com estimativas oficiais apontando para uma colheita estimada em torno de 11,1 milhões de toneladas.
De acordo com os dados mais recentes do Projeto Siga-MS, executado pela Aprosoja/MS, o andamento dos trabalhos de campo já atingiu 24% da área total cultivada no estado. Cerca de 530 mil hectares já foram colhidos pelos produtores sul-mato-grossenses, que aproveitam as janelas de tempo firme entre os períodos de instabilidade e chuvas registradas nas regiões Sul, Sudeste e Leste para intensificar o ritmo nas lavouras.
Apesar de oscilações pontuais no volume projetado em relação ao ciclo anterior e dos desafios climáticos, a qualidade do cereal no Estado se mantém estável, com cerca de 71% das lavouras avaliadas em boas condições. No mercado interno sul-mato-grossense, a saca de milho tem sido cotada com média próxima de R$ 48,00 a R$ 49,00.
Cenário de recorde histórico em Mato Grosso Enquanto Mato Grosso do Sul avança na colheita da sua safrinha, o estado vizinho de Mato Grosso (MT) caminha a passos firmes para registrar o maior saldo e volume de produção de milho de sua história.
Novos levantamentos e revisões divulgadas por órgãos oficiais e pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que a safra mato-grossense de milho 2025/2026 deverá alcançar um patamar recorde histórico estimado em 57,39 milhões de toneladas. O volume expressivo representa um crescimento de mais de 3,5% em comparação ao ciclo passado, consolidando a posição de Mato Grosso como o principal gigante na produção nacional de grãos e impondo grandes movimentações na logística de escoamento e armazenagem do país.
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