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Quem é o verdadeiro "pai" da proposta que sacudiu o Brasil?

Fim da Escala 6x1

28/04/2026
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Por Eliel Oliveira.
A pressão pelo fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1) não nasceu em gabinetes acarpetados de Brasília, mas sim no balcão de uma farmácia e nas redes sociais. Com o avanço das votações neste mês de abril de 2026, a disputa pelo protagonismo da medida cresce entre ativistas e políticos.

O "Pai" do Movimento: Rick Azevedo
Se o assunto chegou ao topo da pauta nacional, o mérito inicial é de Rick Azevedo. Ex-balconista de farmácia, Rick viralizou em 2023 com um desabafo sobre a exaustão da escala 6x1. Ele fundou o movimento VAT (Vida Além do Trabalho), que reuniu milhões de assinaturas em uma petição pública.

Ocupação atual: Graças à força do movimento, Rick foi eleito vereador no Rio de Janeiro e agora é pré-candidato a Deputado Federal, mantendo-se como o símbolo da voz das ruas.

A "Mãe" na Câmara: Erika Hilton
No campo legislativo, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi quem deu forma jurídica à indignação popular. Ela protocolou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1, trabalhando lado a lado com Rick Azevedo para conseguir as assinaturas necessárias e pautar o debate no Congresso.

O "Pai" da Canetada: Presidente Lula
Mais recentemente, o presidente Lula entrou na disputa pelo protagonismo ao enviar, no último dia 14 de abril, um Projeto de Lei com Urgência Constitucional.

A estratégia: Enquanto a PEC de Erika Hilton segue um caminho mais lento por ser uma mudança na Constituição, o PL de Lula foca na redução imediata da jornada para 40 horas (escala 5x2). Ao carimbar a proposta com "urgência", Lula força o Congresso a votar o tema em até 45 dias, tentando consolidar sua imagem como o realizador efetivo da mudança.

O Precursor: Paulo Paim
Não se pode esquecer do senador Paulo Paim (PT-RS). Muito antes de o tema viralizar, Paim já defendia a redução da jornada para 40 ou até 36 horas em propostas que tramitam há anos no Senado (como a PEC 148/2015). Ele é visto como o "padrinho" histórico da pauta trabalhista no Brasil.

Conclusão: O fim da escala 6x1 é um "filho" com muitos registros: nasceu da exaustão de Rick Azevedo, ganhou contorno político com Erika Hilton, tem o DNA histórico de Paulo Paim e agora busca a "certidão de nascimento" definitiva através da urgência do governo Lula.

Independente de quem leve os louros, o vencedor real parece ser o trabalhador brasileiro, que vê a maior mudança na CLT em décadas bater à porta.

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