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PF investiga Jaques Wagner (PT-BA) por suposto recebimento de propina do Banco Master

18/06/2026
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A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18), colocou o senador e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no centro de investigações da Polícia Federal (PF). A operação apura crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, com foco na relação entre o parlamentar e o Banco Master.

Apartamento de R$ 2,45 milhões e suspeitas de ocultaçãoUm dos pontos centrais da investigação é a suspeita de que Jaques Wagner tenha sido presenteado com um imóvel de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões. Negociação: Segundo a PF, Wagner teria negociado diretamente com o empresário Augusto Lima — ex-sócio do Banco Master — os detalhes do imóvel, incluindo a unidade desejada e o preço. Ocultação: A aquisição teria sido formalizada por uma empresa chamada Epítome S.A., utilizando recursos de fundos ligados ao grupo investigado, o que, para os investigadores, indica uma manobra para ocultar o real beneficiário do apartamento.

Indícios: Em maio de 2025, o senador teria encaminhado dados do proprietário formal do imóvel para a emissão de documentos necessários para obras no local, reforçando a hipótese de que o bem seria destinado ao seu núcleo familiar. Repasses financeiros a familiaresAlém do imóvel, a investigação aponta o repasse de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira Ltda., empresa ligada ao núcleo familiar do senador. A PF identificou mensagens de cobrança entre o enteado do parlamentar, Eduardo Martins, e o empresário Augusto Lima referentes a pagamentos e notas fiscais. Registros em planilhas apreendidas com outros investigados contêm menções a pagamentos para "Dudu", apelido associado ao enteado de Wagner.

Atuação parlamentar em prol do bancoA Polícia Federal apura se os valores recebidos seriam contrapartidas pela atuação de Jaques Wagner no Congresso em favor de interesses do Banco Master. Entre as pautas citadas estão: A "Emenda Master", que visava elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Discussões sobre crédito consignado e a fiscalização da aquisição do Banco Master pelo BRB. Desdobramentos A operação foi autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, que determinou a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre os investigados.

A defesa do empresário Augusto Lima afirmou que as diligências foram desnecessárias e defende a legalidade das operações financeiras. Até o momento, a assessoria de Jaques Wagner não se manifestou oficialmente sobre os fatos trazidos pela PF nesta fase.

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