Corte em Massa: Grupo Mateus fecha 28 lojas e demite mais de 6 mil funcionários
22/05/2026
Foto: Grupo Mateus/Divulgação/ND Mais
Por Eliel Oliveira
Crise no Varejo: Terceira Maior Rede de Supermercados do País Fecha 28 Lojas e Demite 6,6 Mil Funcionários
O setor supermercadista brasileiro sofreu um forte abalo com a reestruturação massiva anunciada por uma das principais forças do varejo nacional. Considerada a terceira maior rede de supermercados do país, a companhia confirmou o encerramento das atividades de 28 lojas que apresentavam baixa rentabilidade e o desligamento de aproximadamente 6,6 mil colaboradores. O corte severo representa uma redução de quase 14% em todo o seu quadro de funcionários.
A medida drástica reflete a forte pressão econômica que o varejo alimentar e as grandes redes de atacarejo vêm enfrentando nacionalmente.
O Impacto Concentrado no Norte e Nordeste
O enxugamento das operações e o fechamento das 28 filiais em bloco afetaram sobretudo seis estados nas regiões Norte e Nordeste, que concentram as principais bases de operação da companhia:
Maranhão
Pará
Piauí
Ceará
Sergipe
Bahia
As demissões em massa ocorreram de forma gradual, atingindo postos de trabalho de diferentes bandeiras controladas pelo grupo — que atua desde o varejo tradicional e lojas de proximidade até o atacarejo de grande porte e o segmento premium.
Os Fatores Econômicos por Trás do Recuo
Após anos marcados por uma política de expansão territorial extremamente agressiva e acelerada, a meta da companhia mudou de direção. Três grandes desafios macroeconômicos forçaram a rede de capitais abertos a frear novos investimentos e priorizar rigidamente a margem de lucro e a eficiência financeira:
Queda no Consumo: O enfraquecimento do poder de compra e o aumento do endividamento das famílias impactaram diretamente o volume de vendas no varejo.
Juros Elevados: As altas taxas de juros no país encarecem a manutenção de estruturas gigantescas e reduzem o ritmo das vendas.
Aumento de Custos e Concorrência: A escalada nos custos logísticos somada à concorrência intensa entre as gigantes do varejo nacional comprimiram severamente as margens de rentabilidade.
Faturamento Segue Robusto e Expansão Mais Seleta
Apesar do forte corte de pessoal e do encerramento das 28 lojas, os relatórios de mercado emitidos pelo grupo mostram que os indicadores financeiros operacionais continuam saudáveis. A rede fechou o consolidado do ano com uma receita bruta bilionária de R$ 43,5 bilhões.
O cronograma de expansão da marca não foi cancelado definitivamente. A estratégia da companhia passa a adotar análises muito mais rigorosas de viabilidade e retorno financeiro antes de qualquer novo aporte, focando agora em garantir a maturação das unidades que permanecem em pleno funcionamento.
Crise no Varejo: Terceira Maior Rede de Supermercados do País Fecha 28 Lojas e Demite 6,6 Mil Funcionários
O setor supermercadista brasileiro sofreu um forte abalo com a reestruturação massiva anunciada por uma das principais forças do varejo nacional. Considerada a terceira maior rede de supermercados do país, a companhia confirmou o encerramento das atividades de 28 lojas que apresentavam baixa rentabilidade e o desligamento de aproximadamente 6,6 mil colaboradores. O corte severo representa uma redução de quase 14% em todo o seu quadro de funcionários.
A medida drástica reflete a forte pressão econômica que o varejo alimentar e as grandes redes de atacarejo vêm enfrentando nacionalmente.
O Impacto Concentrado no Norte e Nordeste
O enxugamento das operações e o fechamento das 28 filiais em bloco afetaram sobretudo seis estados nas regiões Norte e Nordeste, que concentram as principais bases de operação da companhia:
Maranhão
Pará
Piauí
Ceará
Sergipe
Bahia
As demissões em massa ocorreram de forma gradual, atingindo postos de trabalho de diferentes bandeiras controladas pelo grupo — que atua desde o varejo tradicional e lojas de proximidade até o atacarejo de grande porte e o segmento premium.
Os Fatores Econômicos por Trás do Recuo
Após anos marcados por uma política de expansão territorial extremamente agressiva e acelerada, a meta da companhia mudou de direção. Três grandes desafios macroeconômicos forçaram a rede de capitais abertos a frear novos investimentos e priorizar rigidamente a margem de lucro e a eficiência financeira:
Queda no Consumo: O enfraquecimento do poder de compra e o aumento do endividamento das famílias impactaram diretamente o volume de vendas no varejo.
Juros Elevados: As altas taxas de juros no país encarecem a manutenção de estruturas gigantescas e reduzem o ritmo das vendas.
Aumento de Custos e Concorrência: A escalada nos custos logísticos somada à concorrência intensa entre as gigantes do varejo nacional comprimiram severamente as margens de rentabilidade.
Faturamento Segue Robusto e Expansão Mais Seleta
Apesar do forte corte de pessoal e do encerramento das 28 lojas, os relatórios de mercado emitidos pelo grupo mostram que os indicadores financeiros operacionais continuam saudáveis. A rede fechou o consolidado do ano com uma receita bruta bilionária de R$ 43,5 bilhões.
O cronograma de expansão da marca não foi cancelado definitivamente. A estratégia da companhia passa a adotar análises muito mais rigorosas de viabilidade e retorno financeiro antes de qualquer novo aporte, focando agora em garantir a maturação das unidades que permanecem em pleno funcionamento.
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