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Tragédia na Venezuela: Número de mortos após terremotos sobe para 920

O Brasil enviou uma comitiva composta por bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de técnicos da Defesa Civil.

26/06/2026
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Edifício em escombros nas proximidades de Caracas, na Venezuela, após terremotos. (Foto: Luisana Solano/Ocha)

Por Eliel Oliveira

O cenário na Venezuela tornou-se ainda mais dramático nesta sexta-feira (26/06/2026). O governo venezuelano, em balanço oficial transmitido pela emissora estatal VTV, confirmou que o número de mortes causadas pela sequência de terremotos que atingiu o país na noite de quarta-feira (24) subiu para 920. O número de feridos já ultrapassa a marca de 3.360.

A atualização representa um aumento significativo em relação aos dados divulgados na véspera. Enquanto as equipes de resgate continuam trabalhando incansavelmente em uma corrida contra o tempo, estima-se que mais de 200 pessoas ainda estejam soterradas sob os escombros de prédios que colapsaram.

A devastação em La Guaira
O estado de La Guaira, região costeira próxima à capital Caracas, permanece como o epicentro da destruição. O governo declarou o local como "zona de desastre" e optou pela militarização da área para garantir a segurança e organizar as operações de resgate. Pelo menos 100 edifícios, incluindo prédios residenciais de vários andares e hotéis, foram completamente destruídos ou sofreram danos estruturais severos.

O fenômeno sísmico
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a tragédia foi causada por dois abalos sísmicos de grande magnitude ocorridos com um intervalo de apenas 39 segundos:

Primeiro tremor: Magnitude 7,2.

Segundo tremor: Magnitude 7,5.

A profundidade rasa dos eventos (cerca de 10 km) potencializou o poder de destruição, fazendo com que o impacto fosse sentido em diversos países, incluindo relatos de tremores em cidades da região Norte do Brasil, como Manaus, Belém, Boa Vista e Macapá.

Ajuda internacional
Diante da gravidade, a comunidade internacional iniciou uma força-tarefa humanitária. A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que equipes de resgate e especialistas de pelo menos 17 países já estão a caminho. O Brasil enviou uma comitiva composta por bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de técnicos da Defesa Civil.

A China também anunciou que está pronta para colaborar com o processo de reconstrução do país. Enquanto isso, o governo venezuelano tenta lidar com o colapso de infraestruturas críticas e o desabamento de hospitais, que forçaram a transferência de emergência de centenas de pacientes.

Atenção: Especialistas do USGS alertam que, devido à vulnerabilidade das construções na região e à densidade populacional, existe uma probabilidade de que o número total de vítimas fatais continue a crescer nas próximas horas e dias, podendo, em cenários pessimistas, atingir números ainda mais alarmantes.

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