Guerra na Educação de Cuiabá: Prefeito e ex-secretário trocam acusações de desvio milionário
O ex-secretário da pasta dispara: a verba da educação teria sido desviada para cobrir outros rombos da gestão.
09/06/2026
O ex-secretário de Educação Amauri Monge e o prefeito Abilio Brunini /FOTO Victor Ostetti/MidiaNews
Por Redação
Enquanto o prefeito Abílio Brunini ironiza denúncias de uma suposta "pedalada" de R$ 100 milhões, o ex-secretário da pasta dispara: a verba da educação teria sido desviada para cobrir outros rombos da gestão.
O clima na prefeitura de Cuiabá (MT) pegou fogo. O que era para ser uma gestão focada no ensino público transformou-se em um campo de batalha político, marcado por acusações cruzadas de irregularidades milionárias envolvendo a Secretaria de Educação.
No centro da polêmica está uma suposta "pedalada fiscal" que ultrapassa os R$ 100 milhões. Segundo denúncia feita pelo ex-secretário da pasta, Amauri Monge, esse montante — que deveria ser investido constitucionalmente na educação — foi utilizado para estancar sangrias financeiras em outras áreas da administração municipal.
"Está tudo documentado", disparou Monge, que deixou o cargo em março afirmando divergências graves com o prefeito Abílio Brunini (PL). O ex-secretário alega, ainda, que fornecedores essenciais, como os de uniformes e materiais didáticos, estão com pagamentos atrasados desde o ano passado.
A resposta do Prefeito: Ironia e defesa técnica
Do outro lado, Abílio Brunini não se intimidou com as acusações. Em entrevista coletiva, o prefeito ironizou o termo "pedalada" e defendeu a legalidade dos atos.
"Querem fazer imagem minha andando de bicicleta? Podem fazer, mas, pelo menos, usem uma foto em que eu apareça mais magro", provocou.
Tecnicamente, a gestão sustenta que os valores mencionados se tratam de "restos a pagar", instrumentos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). Marcelo Bussiki, secretário de Economia da capital, nega qualquer irregularidade e atribui o caos financeiro à gestão anterior, alegando que a prefeitura está apenas tentando organizar o balanço deixado pelo antecessor.
O contra-ataque: Livros inúteis e suspeitas de fraude
A troca de farpas começou quando Brunini anunciou uma auditoria interna para investigar o próprio ex-secretário por um suposto desvio de R$ 80 milhões.
As suspeitas na gestão Monge são graves:
Livros fantasma: Aquisição de material didático de informática para escolas que sequer possuem computadores.
Compras desnecessárias: Contratação de materiais de empresas privadas, ignorando o fornecimento gratuito garantido pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do governo federal.
Irregularidades contratuais: Entrega de materiais sem a devida formalização ou ordens de serviço.
Diante do escândalo, a prefeitura suspendeu pagamentos e enviou o caso para o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado. Enquanto as autoridades investigam, o futuro da educação municipal de Cuiabá permanece mergulhado em incertezas, com o dinheiro público no centro de uma briga que, ao que tudo indica, é apenas a ponta de um iceberg financeiro.
Enquanto o prefeito Abílio Brunini ironiza denúncias de uma suposta "pedalada" de R$ 100 milhões, o ex-secretário da pasta dispara: a verba da educação teria sido desviada para cobrir outros rombos da gestão.
O clima na prefeitura de Cuiabá (MT) pegou fogo. O que era para ser uma gestão focada no ensino público transformou-se em um campo de batalha político, marcado por acusações cruzadas de irregularidades milionárias envolvendo a Secretaria de Educação.
No centro da polêmica está uma suposta "pedalada fiscal" que ultrapassa os R$ 100 milhões. Segundo denúncia feita pelo ex-secretário da pasta, Amauri Monge, esse montante — que deveria ser investido constitucionalmente na educação — foi utilizado para estancar sangrias financeiras em outras áreas da administração municipal.
"Está tudo documentado", disparou Monge, que deixou o cargo em março afirmando divergências graves com o prefeito Abílio Brunini (PL). O ex-secretário alega, ainda, que fornecedores essenciais, como os de uniformes e materiais didáticos, estão com pagamentos atrasados desde o ano passado.
A resposta do Prefeito: Ironia e defesa técnica
Do outro lado, Abílio Brunini não se intimidou com as acusações. Em entrevista coletiva, o prefeito ironizou o termo "pedalada" e defendeu a legalidade dos atos.
"Querem fazer imagem minha andando de bicicleta? Podem fazer, mas, pelo menos, usem uma foto em que eu apareça mais magro", provocou.
Tecnicamente, a gestão sustenta que os valores mencionados se tratam de "restos a pagar", instrumentos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). Marcelo Bussiki, secretário de Economia da capital, nega qualquer irregularidade e atribui o caos financeiro à gestão anterior, alegando que a prefeitura está apenas tentando organizar o balanço deixado pelo antecessor.
O contra-ataque: Livros inúteis e suspeitas de fraude
A troca de farpas começou quando Brunini anunciou uma auditoria interna para investigar o próprio ex-secretário por um suposto desvio de R$ 80 milhões.
As suspeitas na gestão Monge são graves:
Livros fantasma: Aquisição de material didático de informática para escolas que sequer possuem computadores.
Compras desnecessárias: Contratação de materiais de empresas privadas, ignorando o fornecimento gratuito garantido pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do governo federal.
Irregularidades contratuais: Entrega de materiais sem a devida formalização ou ordens de serviço.
Diante do escândalo, a prefeitura suspendeu pagamentos e enviou o caso para o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado. Enquanto as autoridades investigam, o futuro da educação municipal de Cuiabá permanece mergulhado em incertezas, com o dinheiro público no centro de uma briga que, ao que tudo indica, é apenas a ponta de um iceberg financeiro.
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