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Deputados usam "cortina de fumaça" de Flávio Bolsonaro para aprovar farra das contas partidárias e disparos em massa

20/05/2026
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Por Eliel Oliveira

Enquanto a opinião pública e os holofotes da mídia estavam completamente distraídos com a mais nova crise na candidatura de Flávio Bolsonaro, a Câmara dos Deputados operou um verdadeiro "golpe de mestre" contra a transparência. Na noite desta terça-feira (19 de maio), os parlamentares aprovaram, praticamente às escuras, um projeto que deforma o julgamento de contas dos partidos e escancara as portas para o disparo em massa de mensagens já nas eleições deste ano.

O plano foi executado com precisão cirúrgica, seguindo um roteiro desenhado para evitar o debate e esconder os beneficiados. Confira como a rasteira foi dada no cidadão brasileiro:

Pauta fantasma: O projeto sequer constava na ordem do dia. A proposta foi incluída de última hora pelo deputado Hugo Motta, poucas horas antes do início da sessão.

Jabuti na proposta: O texto original não tinha absolutamente nada a ver com o assunto. O conteúdo que afrouxa a fiscalização partidária e libera o bombardeio de mensagens em massa surgiu do nada, em um substitutivo apresentado em cima da hora.

Sem debate nas comissões: Graças à aprovação de um requerimento de urgência, a matéria pulou todas as etapas de discussão técnica e foi votada diretamente no plenário.

Plenário esvaziado e votação fantasma: A sessão ocorreu em formato semipresencial. Com o plenário fisicamente vazio, os deputados puderam aprovar as próprias regalias de forma remota, no conforto de seus celulares. Para piorar, Hugo Motta abandonou os trabalhos antes mesmo da votação começar.

Escondendo os culpados em ano eleitoral: Em pleno ano de eleição, o pedido de votação nominal foi negado. Isso significa que os parlamentares não precisaram registrar seus votos individualmente no painel. O cidadão comum jamais saberá quem, de fato, votou a favor desse absurdo.

O silêncio dos cúmplices: Ninguém subiu à tribuna para defender publicamente a proposta. O silêncio sepulcral que tomou conta do plenário só foi quebrado por parlamentares do Novo, Missão e PSOL, as únicas legendas que se manifestaram contra e denunciaram a manobra.

Sem qualquer resistência da maioria e aprovado na base do compadrio, o projeto agora segue para o Senado Federal. É mais uma rasteira institucional aplicada na surdina contra o bolso e a inteligência do eleitor.

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