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Sangria na Saúde: Operação 'Dirty Pix' põe algemas em diretor de hospital e expõe rombo de R$ 18 milhões em MS

07/10/2026
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Foto: Sidrolândia em Foco



Enquanto a população enfrenta filas e falta de leitos, a verba pública que deveria salvar vidas acabou abastecendo um esquema milionário de propina e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul. A nova fase da Operação Dirty Pix, deflagrada pelo Ministério Público estadual (GAECO/GECOC), mirou o topo da cadeia e levou para a prisão três envolvidos — entre eles, o próprio diretor do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, de Sidrolândia.

A farra com o dinheiro público:
3 prisões efetuadas: O diretor da instituição e dois operadores do esquema foram direto para a cadeia.

Devassa em 4 cidades: Agentes cumpriram 25 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

Bloqueio judicial: Bens e valores dos alvos foram congelados para tentar reaver o prejuízo aos cofres públicos.

A engenharia do golpe:
O grupo fraudava convênios que somam mais de R$ 18,1 milhões. A verba — destinada à reforma do hospital, compra de suprimentos e aquisição de uma UTI móvel — era direcionada para empresas "parceiras" por meio de cotações fakes e orçamentos superfaturados.

Assim que os recursos entravam na conta da entidade, a "Máfia do Pix" entrava em ação: uma sequência rápida de transferências bancárias pulverizava o dinheiro para lavar o montante e abastecer os bolsos de agentes políticos, intermediários e "laranjas". Para piorar, os investigados ainda tentaram usar de influência e poder financeiro para blindar o esquema e atrapalhar o trabalho da Justiça, mas o cerco fechou.

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